Paulo Veronesi Pavesi    

  "Paulinho"

www.combater.org

Toda vez que leio a história do Paulinho, não consigo acreditar que um ser humano possa ter a coragem de cometer um ato tão vil com uma criança de apenas 10 anos e ainda partindo de médicos que por vocação e juramento deveriam defender a vida. Mas os médicos que mataram o Paulinho cometeram este ato por dinheiro! 

Eu me identifico muito com o meu amigo Paulo Pavesi (pai do Paulinho), pois perdemos filhos com a mesma idade. O Paulo é um pai herói, que lutou pela verdade, contra uma máfia que esta ai até hoje, mesmo instaurada a CPI do Tráfico de Órgãos, que comprovou os fatos sem sombra de duvida, nada foi feito! Os médicos que cometeram este ato criminoso estão hoje trabalhando normalmente, como se nada tivesse ocorrido! Absolutamente impunes! Por isso dedico esta página ao Paulinho, pois esta história tem que ser contada!

Elizabeth Metynoski

 

Conheça a História do Paulinho:

1.Diagnóstico de morte encefálida - A FARSA.

2.Sem morte encefálica - MAIS MENTIRAS.

3.Anestesia geral em doador - MENTIRAS E HOMICÍDIO.

4.A extorsão com falsificações.

5.A escala de Glascow.

6.A auditoria do Caso Paulinho.

7.Auditoria MG - TRANSPLANTES.

8. Carta Capital.

9.Administrador do hospital foi assassinado?

10. Videos:

11. Os Envolvidos:

Pessoas e/ou autoridades responsáveis

pelos fatos denunciados

 Abaixo as autoridades que receberam estas denúncias e optaram pela

omissão, conivência, desprezo e completo descaso.

 

Todos tinham poderes para que os crimes

não fossem repetidos, mas nada fizeram.

 

PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA - MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO

Procurador Geral da Repúbica:

 Geraldo Brindeiro

Sub-Procurador Geral da República:

 José Roberto Figueiredo Santoro

Procuradora Fed. Dir. Cidadão:

 Maria Eliane Menezes de Farias

Procuradora Fed. Dir. Cidadão-Adjunta:

 Raquel Elias Ferreira Dodge

 

 

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DE MINAS GERAIS

Procurador Federal da República:

 José Jairo Gomes

Procurador Federal da República:  Adailton Ramos do Nascimento
Procurador Federal da República:  Eduardo Morato Fonseca
Procurador Federal da República:  Giovanni Morato Fonseca
Procurador Federal da República:  Juliano Stella Karam
Procuradora Federal da República:  Zani Cajueiro Tobias de Souza
Procurador Federal da República:  Felipe Peixoto Braga Netto
Procurador Federal da República:  José Adércio Leite Sampaio
Procurador Federal da República:  Raimundo Candido Junior
Procuradora Federal da República:  Laene Pevidor Lanca
Procuradora Federal da República:  Isabela de Holanda Cavalcanti
Procuradora Federal da República:  Cibele Benevides G. da Fonseca
   

MINISTÉRIO PÚBLICO REGIONAL DE SÃO PAULO

Procuradora Regional Federal:

 Elizabeth Kablukow Bonora Peinado

Procuradora Regional Federal:

 Ana Lúcia Amaral

   

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DE SÃO PAULO

Procurador Federal da República:

 Dênis Pigozzi Alabarse

Procurador Federal da República:

 Luiz Fernando Gaspar Costa

   

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

Procurador Federal da República:   Márcio Schusterschitz da Silva Araújo
   

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DE SANTO ANDRÉ

Procuradora Federal da República:  Ryanna Pala Veras
   

MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DE MINAS GERAIS

Promotor:  Renato Maia
Promotor:  Sidney Boccia
Promotor:  Fabrício José da Fonseca Pinto
   

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Ministro da Justiça:  Márcio Thomaz Bastos
Chefe do Gabinete do Min. da Justiça:  Sérgio Sérvulo da Cunha
   

POLÍCIA FEDERAL DE VARGINHA

Delegado de Polícia Federal:  Sebastião Pujol
Delegado de Polícia Federal:  Célio Jacinto dos Santos
Delegado de Polícia Federal:  Gilmar Dias
   

POLÍCIA CIVIL DE POÇOS DE CALDAS

Delegado de Polícia:  Juarez Vinhas
Delegado de Polícia:  Lacy de Souza Moraes
   

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ministro da Saúde:  José Serra
Ministro da Saúde:  Humberto Costa
Assessor Especial do Ministro:  Benedito Nicotero
Assessor Especial do Ministro:  Manuelito Magalhães Júnior
Secretário de Assistência à Saúde:  Renilson Rehem de Souza
Secretário de Assistência à Saúde:  José Gomes Temporão
Coordenador Nacional de Transplantes:  Rosana Nothen
Coordenador Nacional de Transplantes:  Alberto Beltrame
Coordenador Nacional de Transplantes:  Diogo Mendes
   

GOVERNOS ESTADUAIS

Governador de Minas Gerais:  Itamar Franco
Governador de Minas Gerais:  Aécio Neves
Governador de  São Paulo:  Geraldo Alckmin
   

PREFEITURAS MUNICIPAIS

Prefeito de Poços de Caldas:  Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos
Prefeito de Poços de Caldas:  Paulo Tadeu D'arcadia
   

SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE

Secretário de Saúde de Minas Gerais:  Carlos Patrício Freitas Pereira
   

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Secretário de Saúde Municipal:  José Júlio Balducci
Secretário de Saúde Municipal:  Azer Zenun Junqueira
Auditora Municipal da Saúde:  Bernardete Balducci Scafi

 

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS - ABTO

Presidente:

 Henry H. Campos

Vice-Presidente:

 José Osmar Medina Pestana

1o. Secretário:

 Flávio Jota de Paula

2o. Secretário:

 João Batista Teixeira Pinto

1o. Tesoureiro:

 Eduardo Carone Filho

2o. Tesoureiro:

 Walter Antônio Pereira

Presidente (Conselho Consultivo):

 Elias David Neto

Secretário (Conselho Consultivo): 

 Valter Duro Garcia

(Conselho Consultivo):

 Luiz Estevam Ianhez

(Conselho Consultivo):

 José Roberto Feresin Moraes

(Conselho Consultivo):

 Noedir Antônio Groppo

(Conselho Consultivo):

 Sérgio Mies

 

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Presidente:

 Edson de Oliveira Andrade

Membro do Conselho Federal de Medicina:

 Clovis Francisco Constantino

Membro do Conselho Federal de Medicina:  Edevard José de Araújo
Membro do Conselho Federal de Medicina:  Solimar Pinheiro da Silva
   

CENTRAL ESTADUAL DE TRANSPLANTES - MG TRANSPLANTES

Coordenador:  João Carlos Oliveira Araújo
Coordenadora Regional:  Aparecida Maria de Paula
   

CENTRAL REGIONAL DE TRANSPLANTES - MG SUL TRANSPLANTES

Mentor:  Carlos Eduardo Venturelli Mosconi
Coordenador:  Álvaro Ianhez
   

ASSOCIAÇÃO DOS RENAIS CRÔNICOS DE POÇOS DE CALDAS

Mentor:  Carlos Eduardo Venturelli Mosconi
Mentor:  Álvaro Ianhez
Presidente:  Lourival da Silva Batista
   

INSTITUTO PENIDO BURNIER

Presidente:  Dr. Hilton de Mello e Oliveira
Vice-Presidente:  Dr. Nilson de Mello e Oliveira
1o. Tesoureiro:  Dr. Leôncio Souza Queiroz Neto
2o. Tesoureiro:  Dr. Eduardo Ren Nakashima
Secretário:  Dr. Alberto Gallo Neto
   

HOSPITAL PEDRO SANCHES

Diretor Clínico:  Lucas Neto Barbosa
Diretor Administrativo:  Homero de Abreu Junqueira
   

HOSPITAL DA SANTA CASA

Provedor:  Martinho do Prado Luz
Diretora Clínica:  Regina Maria Ciofi Batagini
   

EQUIPE DE TRANSPLANTES

Médico Nefrologista:  Álvaro Ianhez
Médico Urologista:  Celso Roberto Frasson Scafi
Médico Urologista:  Claúdio Rogério Carneiro Fernandes
Médico Urologista:  Sérgio Visoni Vargas
Médico Urologista:  Saulo Zenun
Médico Urologista:  João Alberto Góes Brandão
Médica Nefrologista:  Mirtes Maria Rodrigues Bertozzi
Médico Urologista:  Eduardo Silva

 

 

EQUIPE MÉDICA QUE PARTICIPOU EFETIVAMENTE DO ASSASSINATO

Médico Nefrologista:

 Álvaro Ianhez

Médico Urologista:

 Celso Roberto Frasson Scafi

Médico Urologista:

 Claúdio Rogério Carneiro Fernandes

Médico Anestesista:

 Sérgio Poli Gaspar

Médico Neurologista:

 José Luis Gomes da Silva

Médico Intensivista:

 José Luis Bonfitto

Médico Radiologista:

 Jeferson André Saheki Skulski

Médica Proctologista:

 Nair Theodora Smith Chuva

Médico Cirurgião Vascular:

 Claudi Roberto Ferraz

Médico Oftalmologista:

 Odilon Trefiglio Neto

EQUIPE MÉDICA QUE UTILIZOU  AS CÓRNEAS ILEGALMENTE

Médico Oftalmologista:

 Gustavo Barbosa Abreu

Médica Oftalmologista:

 Sandra Flávia Almeida Fiorentini

Médico Oftalmologista:

 Odilon Trefiglio Neto

   

 

 

Obs.: Os dados e informações contidas nesta página se encontram totalmente documentados na CPI do Tráfico de órgãos, na documentação do Caso Paulinho e na Denuncia feita a OEA, eu sugiro aos Drs e Dras da medicina que antes de participarem de um ato cirúrgico grave como retirada de órgãos, examinem a procedência dos mesmos, para depois não ter seus nomes envolvidos em um crime como foi o Caso Paulinho! Um médico acima de tudo deve ter ética e respeitar a vida! 

 


 

 

Caso Paulinho é denunciado na OEA

Como todas as tentativas de se obter justiça no Caso aqui em nosso país se esgotaram - incluso CPI do Tráfico de Orgãos - sem resultados, com os médicos e todos os envolvidos impunes em todos os processos. O Caso foi denunciado a OEA - Organização dos Estados Americanos, que aceitou a denuncia.

 

O que nós esperamos é que o Caso Paulinho tenha enfim justiça, pois até hoje houve somente "PIZZA"!

 

 

01/08/2008 - 15:49

PF abre mais um inquérito para apurar fraudes em listas de transplantes no Rio - FONTE: Folha Online

A Delegacia Federal de Repressão a Crimes Fazendários do Rio de Janeiro abriu nesta sexta-feira um novo inquérito para apurar denúncias decorrentes da Operação Fura-Fila, que investiga fraudes na fila de transplantes de fígado no Estado.

De acordo com o delegado Giovani Celso Agnoletto, após a operação ter sido deflagrada, na última quarta-feira (30), a Polícia Federal recebeu novas denúncias de que o médico Joaquim Ribeiro Filho, professor da UFRJ e ex-chefe da Rio Transplantes (hoje Central Estadual de Transplantes), teria cobrado para realizar transplantes.

Segundo uma das denúncias, ele teria cobrado R$ 150 mil por um procedimento. Como a família não tinha dinheiro, o paciente, que estava na fila de transplantes, não pôde passar pela cirurgia e acabou morrendo.

Investigação

De acordo com as investigações da PF (Polícia Federal) e a denúncia do Ministério Público Federal, Ribeiro Filho, que era credenciado ao sistema nacional de transplantes, colocava na frente de pessoas que estavam no topo da lista de doações pacientes que pagavam a ele taxas que variavam entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. Ele e outros quatro médicos suspeitos de participar do esquema foram denunciados à Justiça por peculato --apropriação ilegal de recursos.

A advogada de Ribeiro Filho negou o envolvimento do médico no esquema e afirmou que ele é vítima de perseguição por denunciar suposta precariedade do sistema de saúde do Rio. "O doutor Joaquim é um médico muito experiente, um dos mais reputados na área de transplante, mas é muito combativo. Ele vem denunciado a precariedade da saúde no Rio e, com isso, angariando inimigos", afirmou a advogada Simone Kamenetz.

Transplantes

Após a operação, o Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que determinou a concentração de todos os transplantes de fígado do Estado do Rio no Hospital Geral de Bonsucesso (zona norte do Rio).

Em 2007, o SUS (Sistema Único de Saúde) realizou 15.857 transplantes de órgãos, sendo deles 971 de fígado.

 

31/07/2008

Justiça nega habeas corpus a médico suspeito por fraude em fila de transplantes - Jorn. Luisa Belquior - Colaboração para Folha Online - Rio

A Justiça Federal negou nesta quinta-feira habeas corpus para o médico Joaquim Ribeiro Filho, suspeito de comandar esquema de venda de lugares na fila de transplantes de fígado no Rio, desarticulado em operação da Polícia Federal na manhã de ontem (30) no Rio. Ribeiro Filho foi preso durante a operação, batizada de Fura-Fila.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal à Justiça, o médico emitia laudos falsos e enganava funcionários da central de transplantes do Rio para conseguir tirar fígados que iriam para pacientes no topo da lista do Sistema Nacional de Transplantes no Rio. Em troca de pagamentos que alcançavam R$ 250 mil, o médico transplantava o órgão desviado em pacientes que pagavam a taxa, segundo a denúncia.

A juíza federal Andréa Cunha Esmeraldo negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados de Ribeiro Filho. No entanto, ela estabeleceu um prazo de 48 horas para que a 3ª Vara Criminal Federal do Rio, que decretou a prisão preventiva do médico, preste informações sobre a decisão. Com as informações, segundo o TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, o caso será julgado novamente.

"Como não disponho de todos os documentos mencionados pelo Ministério Público Federal, por cautela, cumpro prestigiar a decisão [...] que analisou a questão a partir dos elementos que lhe foram apresentados, para firmar sua convicção", argumentou a juíza.

A defesa de Ribeiro filho alegou que Ribeiro Filho era réu primário com bons antecedentes e residência fixa, além de ter colaborado com as investigações da Procuradoria sobre o caso.

Procurada pela Folha Online, advogada de Ribeiro Filho, Simone Kamenetz, não foi encontrada para comentar a decisão da Justiça de negar o habeas corpus. Ontem, Kamenetz negou envolvimento do médico na suposta fraude e afirmou que ele é vítima de perseguição por denunciar suposta precariedade do sistema de saúde do Rio.

"O doutor Joaquim é um médico muito experiente, um dos mais reputados na área de transplante, mas é muito combativo. Ele vem denunciado a precariedade da saúde no Rio e, com isso, angariando inimigos", afirmou a advogada.

30/07/2008

Médico suspeito de furar fila de transplantes falsificava laudos e enganava funcionários - Jorn. Luisa Belquior - Colaboração para Folha Online - Rio

O médico Joaquim Ribeiro Filho, acusado de chefiar suposto esquema de venda de lugares na fila de transplantes de fígado no Rio, emitia laudos falsos e enganava funcionários da central de transplantes do Rio para conseguir tirar fígados de pacientes que estavam no topo da lista para recebê-los, segundo denúncia feita pelo Ministério Público Federal à Justiça contra o grupo.

O esquema foi desarticulado na manhã desta quarta-feira em operação da Polícia Federal denominada Fura-Fila. Ribeiro Filho, que tinha mandado de prisão expedido, foi preso em sua casa, em Laranjeiras (zona sul do Rio).

Para conseguir burlar a fila dos transplantes, Ribeiro Filho agia de duas formas, de acordo com o procurador Marcello Miller, autor da denúncia. Em uma delas, dava falso atestado de que um órgão humano era marginal --ou inadequado-- quando, na verdade, estava apto a ser transplantado. Dessa forma, desviava esse órgão para pacientes que pagavam taxas.

"Quando ele foi coordenador da central de transplantes do Rio, adotou entendimento que o órgão marginal podia ser destinado pela própria equipe, e isso não existe", disse.

Em outra frente, segundo Miller, o médico monitorava fígados que chegavam ao Rio e dizia aos funcionários da Central de Transplante que levaria o órgão para o primeiro paciente da fila. A própria equipe de Miller envolvida no esquema pegava o órgão e o transplantava para os pacientes que haviam furado fila. "Ele induzia a central a acreditar que estava pedindo o órgão na qualidade de chefe do hospital da UFRJ para um paciente que era o primeira da lista".

Durante as investigações, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça monitoraram conversas de médicos que diziam saber da prática criminosa mas não poder fazer nada para desarticular o esquema, segundo Miller.

Com documentos apreendidos hoje em nove mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal, Miller disse que vai agora procurar mais casos de transplantes feitos através da suposta fraude e outros médicos que podem ter participado do esquema.

Mudanças

Amanhã, o diretor de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, se reunirá no Rio com o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Cortes, para discutir a nova determinação do ministério de concentrar todos os transplantes de fígado do Rio apenas no HGB (Hospital Geral de Bonsucesso). A medida foi anunciada nesta quarta-feira e aconteceu em decorrência da suposta fraude desarticulada na operação Fura-Fila, de acordo com o ministério.

Atualmente, três unidades são credenciadas para esse tipo de transplante no Rio: o HGB, o hospital de Itaperuna, o hospital da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a clínica São Vicente, na Gávea (zona sul). O médico Joaquim Ribeiro Filho, foi chefe do setor de transplantes hepáticos do hospital da UFRJ, além de coordenador do Rio Transplantes, órgão do governo estadual do Rio que administra as doações.

Em sindicância para investigar supostas irregularidades da equipe, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio chegou a afastar o grupo, mas, segundo o subsecretário jurídico da secretaria, Paulo Henrique di Masi, os médicos conseguiram na Justiça liminar para se manter no hospital.

Apesar de pertencer ao hospital da UFRJ, Ribeiro Filho realizava os transplantes irregulares na clínica São Vicente, a única unidade privada credenciada para a operação no Rio. Fazia isso para obter lucro dos reembolsos pagos aos planos de saúde nos transplantes da clínica, segundo as investigações da Polícia Federal.

"A quadrilha passou a desviar órgãos de pacientes que deveriam ser operados no hospital do Fundão para uma clínica particular [São Vicente], em troca de pagamento de honorários recebidos diretamente pelos pacientes ou através de planos de saúde", diz a PF, em nota.

Nesta tarde, a clínica São Vicente divulgou nota em que nega qualquer irregularidade ou envolvimento no suposto esquema criminoso

Esquema

Ribeiro Filho, que era credenciado ao sistema nacional de transplantes, colocava na frente de pessoas que estavam no topo da lista de doações pacientes que pagavam a ele taxas que variavam entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, conforme as investigações. Ele e outros quatro médicos suspeitos de participar do esquema foram denunciados à Justiça por peculato --apropriação ilegal de recursos.

 

 

OEA: P-893-07 - Peço por gentileza que anexem este e-mail ao processo referido.

 
Acompanhei atentamente pela imprensa o caso Joaquim Ribeiro Filho. Apesar de o MPF saber que o médico vendia fígado fora da fila desde 2003, estranhamente, depois de várias mortes causadas pelo desvio de fígados, a prisão do acusado só foi decretada agora, 4 anos depois. Mas de qualquer forma, ele foi preso, ainda que nas próximas horas já esteja livre novamente.
 
No caso Paulinho, não só eram vendidos órgãos fora da fila, como também eram resultados de homicídios em leitos de UTI, como ficou provado em pelo menos 9 casos. Além disso, a central que extraia estes órgãos sequer era reconhecida pelo Ministério da Saúde (conforme tenho gravação da assessora de imprensa do Ministério confirmando). Como se não bastasse, as córneas eram comercializadas no Instituto Penido Burnier em Campinas, que sequer possuía autorização para realizar tais procedimentos, bem como os médicos que também não eram autorizados. Uma quadrilha de proporções incalculáveis.
 
Pois bem. O Ministério Público Federal tem agora a obrigação de esclarecer por que no caso Paulinho, não foi requerida a prisão de nenhum dos acusados?
 
Por que os médicos que mataram Paulinho, foram e estão sendo protegidos pelas autoridades brasileiras?
 
Por que o processo de homicídio, no site da justiça federal em Belo Horizonte consta como estelionato?
 
Por que esta proteção?
 
Como uma equipe que matava pacientes para retirar órgãos e comercializá-los não teve qualquer pedido de prisão preventiva, dando a eles a possibilidade de falsificar documentos e forjar laudos?
 
Qual o critério adotado pelo MPF para determinar a prisão preventiva?
 
A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, que dizia não existir no Brasil venda de órgãos de maneira sistemática, manifestou-se sobre o caso. Valter Duro Garcia demonstrou sua primeira preocupação:
 
O presidente da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), Valter Garcia, afirma que a suposta fraude no Sistema Nacional de Transplantes deve reduzir o número de doações pela metade.
 
SUPOSTA FRAUDE! E continua...
 
Em entrevista concedida nesta quinta ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, o presidente da ABTO disse que a associação tinha dúvidas quanto ao respeito à seqüência da fila do sistema de transplantes, mas que considerava difícil ocorrer fraudes. Garcia afirma que a lista de candidatos a um órgão é feita por meio de software e segue rigorosamente os critérios de classificação.
 
Nunca, em nenhuma entrevista, a ABTO manifestou desconfiança quanto à lista de transplantes. Tenho inclusive reportagens e entrevistas onde membros da ABTO disseram-se indignados quando o Tribunal de Contas da União revelou que o software utilizado para o controle das listas era frágil e sujeito a fraudes. Defenderam o sistema com unhas e dentes. Mas não preciso recorrer às entrevistas do passado. Basta verificar esta mesma entrevista onde o presidente reafirma:
 
"Garcia afirma que a lista de candidatos a um órgão é feita por meio de software e segue rigorosamente os critérios de classificação."
 
E assim continuar a entrevista, como se o brasileiro fosse um completo ignorante: Segundo ele, o sistema é "muito bom", porque mais de 90% dos transplantes são feitos em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "O sistema hoje é baseado na gravidade que se encontra o paciente, não no tempo de espera" diz.
 
Vamos esclarecer: Os médicos que fazem tráfico de órgãos sistemático, envolvendo dezenas de profissionais, cobram o transplante do Sistema Único de Saúde e de forma particular do receptor do órgão, como ficou provado neste caso. Estranhamente, o MPF desconsidera a existência da venda do órgãos (tráfico de órgãos), e processa os envolvidos por fraudes financeiras. Desta forma, é natural que 90% sejam realizados pelos, o que não impede que fora dele também exista comercialização, como está se provando agora.
 
O que chama a atenção é que em 2006, o TCU, após realizar uma auditoria complexa (que o Ministério Público Federal deveria ter feito a muito tempo), constatou a inexistência da fila de transplantes no Brasil. E a comunidade transplantista e o Ministério da Saúde classificaram a auditoria como um grave desserviço à sociedade.
 
É interessante lembrar o passado. Valter Duro Garcia, quando o caso Paulinho veio a tona, foi escalado pelo Ministério da Saúde para me ouvir em um flat em São Paulo. Eu não sabia na época, que se tratava de um membro da ABTO, e passei todas as informações que tinha na época, que eram poucas. Hoje, Valter Duro Garcia é TESTEMUNHA DE DEFESA dos acusados de matarem meu filho. É preocupante que alguém com este perfil diga a sociedade que o sistema de transplantes é "muito bom".
 
Aproveito para lembrar as palavras de JOSÉ OSMAR MEDINA PESTANA, em um parecer oficial da ABTO sobre a instalação da CPI do TRÁFICO DE ÓRGÃOS:
 
"A realização do transplante na forma clandestina é praticamente impossível por ser obrigatoriamente realizado em um edifício de hospital especializado, altamente diferenciado, com a participação de pelo menos vinte profissionais também especializados para atender as exigências técnicas envolvidas no procedimento do transplante e no cuidado pós-operatório."  (José Osmar Medina Pestana)
 
No caso Paulinho, a central era completamente clandestina e o Presidente da ABTO hoje, é testemunha de defesa de ÁLVARO IANHEZ que controlava esta central.
 
No caso Joaquim Ribeiro Filho, era sabido que clínicas alugavam suas salas para a realização de tais cirurgias criminosas. Nestas cirurgias, acontecia a venda de fígado para pacientes fora da fila.
 
"No Brasil, a lei é mais rigorosa e o programa brasileiro de transplantes tem organização exemplar sendo reconhecido como o maior programa público do mundo e com eficiência semelhante ao que acontece no programa nacional de tratamento de portadores de HIV positivo." (José Osmar Medina Pestana)
 
RECONHECIDO COMO O MAIOR PROGRAMA PÚBLICO DO MUNDO! Com a ajuda do Ministério Público Federal que não denuncia NINGUÉM por vender órgãos, é também o MAIOR PROGRAMA PÚBLICO DE IMPUNIDADE! Sendo assim, é provável que o Brasil tenho o regime presidencialista MENOS CORRUPTO DO MUNDO. E olha que o MUNDO é muito grande!
 
"A população brasileira confia neste sistema e somente de 30% a 40% das famílias negam a doação de órgãos. No caso do transplante com doador vivo, a lei é bastante restrita e permite a doação dentro da família com cônjuges e parentes de até 4o grau, que incluem pais, irmãos, tios, avós, filhos, primos (filho de tios maternos ou paternos) e sobrinhos. Para se fazer um transplante com doador não aparentado é necessário uma autorização judicial para evitar a ocorrência de comercialização de órgãos. O envolvimento de um juiz neste processo exime o médico da função investigatória, para a qual ele não é treinado. Esta lei condena a comercialização de órgãos e qualquer pessoa envolvida neste tipo de atividade ilícita esta sujeito à pena de três a oito anos de prisão." (José Osmar Medina Pestana)
 
Medina esqueceu de dizer que nesta autorização judicial, é o Ministério Público encarregado de garantir que não há transação comercial, mas que até hoje, nenhum caso foi vetado, inclusive os transplantes de fígados realizados ilegalmente no Rio de Janeiro. Assim, Medina ressalta que os médicos não se preocupam se estão fazendo algo ilegal ou não, já que a obrigação de definir isto é das autoridades, e não dos médicos.
 
Podemos afirmar que, no Brasil, não ocorre tráfico de órgãos ou comércio de órgãos. (José Osmar Medina Pestana)
 
Medina tem razão. Não existe tráfico de órgãos no Brasil, e as denúncias do MPF comprovam isso. No Brasil existe a troca de dinheiro por um lugar na fila que vem acompanhado de um órgão. Além disso, não existe hoje no Brasil qualquer denúncia contra qualquer médico com base no artigo 15 da lei 9.434/97 (tão rigorosa), que prevê pena de reclusão para quem compra, vende ou intermedia negociações a cerca de um órgão. E continuará assim.
 
Para finalizar, Medina conclui seu parecer evidenciando duas coisas importantes:
 
"Como não existe irregularidade sistemática, os casos suspeitos poderiam ficar no âmbito do Ministério Público não se justificando a instalação de CPI - que pela repercussão que vai conferir a supostos casos isolados poderia macular a confiança popular no programa brasileiro de transplantes, causando, temporariamente, enorme desserviço aos pacientes que necessitam de transplantes." (José Osmar Medina Pestana)
 
1. Este parecer foi divulgado em 11 de dezembro de 2003, pouco antes da instalação da CPI. O caso Joaquim Ribeiro Filho já era de conhecimento público, e Medina insistia em afirmar que não existe irregularidade sistemática.
 
2. É estranho notar que os envolvidos com transplantes sempre solicitam que os casos fiquem no "âmbito do Ministério Público", dizendo inclusive que a CPI não deveria ser instalada. Estranho também que a mesma opinião tenha o Ministério Público Federal que enviou e-mail para o presidente da CPI pedindo para que a mesma não fosse instalado.
 
PEÇO ATENÇÃO ESPECIAL AOS PAIS QUE PERDERAM SEUS FILHOS EM ACIDENTES DE AUTOMÓVEL, OU FORAM VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DAS RUAS BRASILEIRAS, ESTE ÚLTIMO, REFLEXO DA IMPUNIDADE.
 
Para finalizar, devo mostrar o que a imprensa vem fazendo para defender os transplantes de órgãos, bem como alguns setores da sociedade. No Jornal O GLOBO de 30/07/2008, após divulgar a prisão do médico, o jornal cita o depoimento do presidente do Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite B e C. O tal presidente, Carlos Varaldo afirma que está preocupado com a LEI SECA, pois com a diminuição do número de mortos, houve a queda na doação de órgãos.
 
"Não sou contra a lei, muito pelo contrário. Mas é fato que houve a queda no número de acidentes e isso diminui a chance de captação de órgãos. Tivemos queda de 50% em julho."
 
"Com esta notícia (da prisão do traficante de órgãos), as doações serão ainda mais difíceis. Hoje, o melhor para um paciente do RIO é buscar ajuda nos programas de transplantes de outros estados. No Rio, não é mais uma lista de espera; é uma lista da morte."
 
Está explicado por que é tão necessário que morram milhares de brasileiros todos os anos, seja por acidente ou vítima dos menores armados nos faróis de trânsito. Os transplantes não podem parar. Aquilo que foi criado para aproveitar a morte de algém para salvar uma vida, tornou-se um comércio tão fabuloso que alguns se preocupam com leis que visam proteger a vida. O transplante de órgãos transformou a sociedade. Alguns defendem a venda abertamente, independentemente dos problemas que isso possa causar à outros. VALE TUDO POR UM ÓRGÃO!
 
Agora, o louco, o maluco, o idiota Paulo Pavesi, exige uma resposta objetiva:
 
PORQUE OS MÉDICOS DE POÇOS DE CALDAS QUE, ALÉM DE VENDEREM ÓRGÃOS E CONTROLAREM FILAS PARALELAS DE TRANSPLANTES, AINDA MATAVAM PACIENTES EM UTI, E NUNCA TIVERAM PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA?
 
QUAL O CRITÉRIO? SERÁ QUE O FATO DE ÁLVARO IANHEZ SER IRMÃO DE UM MEMBRO DA ABTO FEZ DIFERENÇA?
 
O PRÓPRIO MINISTÉRIO PÚBLICO AFIRMOU EXISTIR DOCUMENTOS FALSOS NO PRONTUÁRIO DO PAULINHO, QUE SÓ FORAM FALSIFICADOS PORQUE NINGUÉM FOI PRESO. AO CONTRÁRIO, CONTINUARAM TRABALHANDO NORMALMENTE CAUSANDO OUTROS HOMICÍDIOS COMO REVELOU O RELATÓRIO FINAL DA CPI. POR QUE NINGUÉM FOI PRESO? POR QUE DEPOIS DE 9 HOMICÍDIOS, TODOS RESPONDEM EM LIBERDADE? 
 
POR QUE UM PRESIDENTE DA ABTO QUE DIZ NÃO HAVER PROBLEMAS NO SISTEMA DE TRANSPLANTES, SE TORNA TESTEMUNHA DE DEFESA DE UM ACUSADO DE MATAR UM CRIANÇA DE 10 ANOS?
 
Na próxima quarta-feira, estarei em ROMA gravando um documentário para uma produtora italiana, onde vou relatar o que está acontecendo ai. Espero que o Ministério Público Federal me responda antes desta data, ou poderei admitir mais uma vez que omissão do Ministério Público é algo comprovado, mais uma vez.
 
Paulo Pavesi

 

O Governo Italiano Concedeu Hoje, Dia 18/09/08, Asilo Político Ao Cidadão Brasileiro Paulo Pavesi.

 

No Brasil é impossível conseguir justiça para o Caso Paulo Veronesi Pavesi, o pai de Paulinho teve sua vida aqui transformada em um verdadeiro inferno, além da CPI do Tráfico de Órgãos ter "virado pizza" e nenhum envolvido foi processado. Paulo Pavesi, sim foi processado e depois absolvido por calúnia e difamação. Tendo que dispor de todos os seus bens materiais para custear o acompanhamento da CPI e na contratação de advogados, foi ameaçado e perseguido pela Máfia do Transplante de Órgãos que existe no Brasil a qual o governo tenta rolar para "Baixo do Tapete", mas desta vez o tiro saiu pela culatra e além da Denúncia Contra o Governo Brasileiro ter sido aceita pela OEA, os órgãos da Imprensa Européia começam a divulgar o Caso Paulinho, dando repercusão Internacional. Está sendo filmado um documentário sobre o Caso e foram feitas várias entrevistas para a imprensa Européia.

Como sabemos que a nossa imprensa local não irá divulgar este acontecimento, nós das Ongs e Movimentos que lutam para mudar este país faremos a divulgação! Segue abaixo uma cópia do email do Paulo Pavesi comunicando a concessão do Asilo Político pelo Governo Italiano e também o link para um dos Jornais Italianos que já está divulgando o caso.

Email do Dia 18/09/08 de Paulo Pavesi:

“Acabo de receber a notícia que sou o mais novo asilado brasileiro no mundo. Após uma audiência de apenas 2 horas, o governo italiano reconheceu a gravidade do caso e os abusos praticados pelo governo brasileiro nestes últimos 8 anos, e os e-mails enviados por vocês foram de grande importância. Não foi preciso mais que 2 horas para que o governo italiano percebesse o que o governo brasileiro vem fazendo nestes últimos 8 anos. 2 horas de audiência bastaram para ressarcir 8 anos de completo bloqueio a que fui submetido. Agora tenho o “permesso” para viver na Itália por no mínimo 3 anos. Neste período eu não posso retornar ao Brasil, mas posso ir para qualquer canto do mundo. Agora, devo levar o fato para a OEA e fazer com que o Brasil pague pela impunidade que tanto faz questão de manter. Aqui na Europa já saíram matérias sobre o meu caso, gravei um documentário e já tenho um contato com uma importante emissora de tv que quer fazer uma matéria sobre o Paulinho e a proteção que o governo brasileiro está dando a estes criminosos."

Link para ler a reportagem do Jornal Italiano:

http://www.nuoveschiavitu.it/archivio/notizie/2008/09/05-12_01.shtml 

Segunda Feira dia 22 de setembro de 2008, os Jornais Italianos: Reggio Emilia, Bologna, Modena Sassuolo e Roma, além dos jornais eletrônicos na internet começam a divulgar o "Caso Paulinho" e o Asilo Político concedido ao Paulo Pavesi, citam a CPI que terminou em "nada" mesmo com a existência de volumosa documentação comprovando o caso. Canais de TV estão também dando destaque a notícia, com entrevistas e documentários.

   

 

 

 

Ao Governo Brasileiro digo: "Vocês deveriam ter lavado a roupa suja em casa, agora virá a amarga experiência de ver sua roupa suja divulgada e discutida Internacionalmente, isso será ótimo para a imagem do Brasil!"

Elizabeth Metynoski

 

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