Daniel Duque Pittman

Daniel Duque Pittman, 18 anos, estudante, foi morto na saída de uma boate na Zona Sul do Rio de Janeiro por um policial militar que afirma legitima defesa. Para a polícia, o estudante e mais dois amigos se envolveram em uma briga com outro grupo, após saírem da casa noturna. O soldado da Polícia Militar, Marcos Parreira do Carmo, cedido ao Ministério Público para fazer a segurança da família de uma promotora, foi preso em flagrante e confessou o crime.

Segundo familiares e amigos, Daniel Duque foi à Boate para comemorar o aniversário de um amigo. Por volta das 5h, saiu do estabelecimento noturno com os amigos e, do outro lado da rua, começou a briga que culminaria com o tiro do policia militar em sua cabeça.

O policial militar, Marcos Parreira do Carmo, fez dois disparos para o alto. Um terceiro foi em direção ao tórax de Daniel Duque. A família do jovem afirma que o tiro foi à queima-roupa e pelas costas. O jovem foi levado pelos amigos para o Hospital Copa D'Or, mas chegou morto.

A família de Daniel Duque, afirma que o jovem foi morto com um tiro à queima-roupa e pelas costas e, quando já estava ferido caído no chão, foi agredido com socos e pontapés. O engenheiro Sérgio Coelho, padrasto do rapaz, disse que o enteado foi atingido quando corria do tumulto.

Segunda a mãe: "O Daniel Duque foi brutalmente agredido com pontapés no rosto. Ele caiu no chão, depois levantou. Quando tentava correndo foi atingido pelas costas, na altura da omoplata".

Mas na versão apresentada pelo policial militar à 14ª DP (Leblon), a qual "O Globo" teve acesso, o policial alegou legítima defesa, afirmando ainda que o tiro foi acidental.

A família de Daniel Duque não se conforma com a versão de legítima defesa apresentada pelo soldado da policial militar, Marcos Parreira do Carmo, autor do tiro que matou o rapaz. Daniela Duque, mãe da vítima, contesta a presença do policial no local àquela hora da manhã e o fato de ele ser a única pessoa envolvida no incidente que estava armada. O policial militar fazia a segurança de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, quando ocorreu o crime.

Após dois julgamentos, o reú, o policial militar Marcos Pereira do Carmo, foi inocentado das acusações.

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