Everson Arizoli Peixoto

No dia 06 de dezembro de 2007, meu filho Everson Arizoli Peixoto (16 anos), foi a um sítio de propriedade de Elaine mãe de santo (sitio de umbanda) com “amigo” Rafael Scarse, até hoje nada foi feito para investigar o que aconteceu, na época simplesmente pegaram ele e levaram para o hospital em Montenegro onde deu entrada a 1:15 da manhã sendo que no laudo consta que ele faleceu as 23:15 do dia 06/12, a ocorrência foi feita as 00:20 pela polícia rodoviária federal, como fato consumado. Foi tomado o depoimento do suspeito e mesmo assim liberado, o local do ocorrido foi todo ele mexido inclusive lavado no dia seguinte.

 

As minhas perguntas são as seguintes:

 

Porque a policia rodoviária fez este procedimento?

Porque se a única pessoa que estava com meu filho era o Rafael, não foi preso para averiguações?

Porque a policia rodoviária não me comunicou, eu sendo a mãe dele, e ele sendo de menor? Porque a roupa que ele usava no dia não foi entregue?

Porque a bala que foi tirada no dia necropsia não apareceu até o momento?

Porque a policia não fez o teste de pólvora nas mãos do Rafael?

Porque a policia rodoviária não isolou o local do crime, assim prejudicando as investigações da policia civil?

Porque a policia civil só foi avisada no dia 07/12 perto das 12h informações estas dadas pelo inspetor Saulo de Triunfo?

Porque a policia rodoviária parou no caminho para fazer a ocorrência a 00:20 dando como fato consumado, sendo que conforme a necropsia ele faleceu as 23:15 do dia 06/12 e deu entrada no hospital somente a 1:15h. Se no óbito a morte dele ocorreu às 23:15 e na necropsia diz que ele levou 45min para falecer, isto quer dizer que ele foi baleado as 22:30? Como se explica no depoimento do Rafael ter ligado para Geovani as 23:03 dizendo que estava tendo um tiroteio no sítio e depois ligou novamente às 23:17 dizendo que o Everson havia sido baleado, então eu pergunto como que a policia rodoviária federal diz que ele estava vivo quando chegaram lá?

 

Meu filho tinha apenas 16 anos, era jogador de futebol, tendo o sonho de um dia ser um grande goleiro como foi Taffarel, sonho este interrompido por uma pessoa que se dizia amigo e irmão dele. Era uma pessoa maravilhosa, alegre, cativante um doce de rapaz. Não tinha envolvimento com nada, tanto que a necropsia não apareceu nada.

 

Aí eu pergunto um crime hediondo deve ficar impune? Qual a razão de matar e ficar por isto mesmo, e a policia não fazer nada? Como vamos acreditar na polícia?

 

Assim como meu caso tem outros vários que a policia nem sequer fazem questão de resolver.

Com muita saudades do meu filho!

 

Peço Justiça.

 

Creoni Peixoto - mãe do Everton

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