Maria Cláudia Siqueira Del´Isola

No dia 9 de dezembro de 2004, Maria Cláudia Siqueira Del´Isola, jovem de sorriso encantador, estudante de Psicologia e Pedagogia, cujo sentido de vida era lutar contra qualquer gesto de violência com delicadeza e ternura, teve sua vida interrompida aos 19 anos, de forma cruel e insana pelo casal de empregados de sua residência, no Lago Sul, em Brasília, onde trabalhavam e moravam há dois anos.

 

No dia do desaparecimento de Maria Claúdia, seu pai foi trabalhar e sua mãe foi ao hospital porque outra filha do casal se encotrava internada. Maria Claúdia se vestiu e foi pegar o carro para ir para faculdade como fazia diariamente, um dos empregados a chamou, ela voltou para dentro e eles a renderam. Eles a amarraram, espancaram, violentaram e a esfaquearam, enterraram seu corpo embaixo de uma escada numa área próxima ao jardim. Os pais de Maria Claúdia vendo que ela não voltava da faculdade, tentaram localiza-la e como não conseguiram acharam que se tratava de um sequestro. A polícia foi acionada e instalou-se na casa para esperar um telefonema dos supostos sequestradores. O casal de empregados assassinos ficou na casa servindo cafezinho e outros para a polícia, se fingindo de preocupados, mas um dos políciais acabou achando estranho a terra estar revolvida embaixo da escada e achou o corpo, neste momento o homem do casal fugiu pegando um taxi para a Bahia com dinheiro pego no quarto de Maria Claúdia (dinheiro que ela havia ganho de presente de sua avó para uma viagem e que o casal sabia onde estava). A polícia prendeu a mulher do casal na hora e acabou localinzando o homem por informação do motorista de taxi que o levou, ele estava em uma praia na Bahia tomando cerveja a beira mar quando a polícia o prendeu. Os assassinos, réus confessos, foram julgados, mas a justiça nossa é branda e a pena foi muito pequena se considerarmos a frieza e crueldade deste casal de assassinos. Bernardino do Espirito Santo e Adriana de Jesus Santos, em 2007 foram julgados e condenados por homicídio, estupro, atentado violênto ao pudor e ocultação de cadáver, ele pegou 65 anos e ela 58 anos, mas em 2010 o Tribunal do Juri por conta da Lei 12.015/09 que unificou as penas de estupro e atentado violênto ao pudor, reduzindo assim a pena para quem responde pelos dois crimes, por tabela reduziu a pena de ambos, a de Adriana foi reduzida para 38 anos e 3 meses e a de Bernardino reduziu para 45 anos, ou seja a partir dai eles começaram a pleitear o regime semiaberto.

 

 

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http://www.youtube.com/watch?v=-kqIT1tYOW0&feature=player_embedded

 

http://www.mariaclaudiapelapaz.org/


 

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