Nicollas Maciel Franco

Nicollas Maciel Franco, 6 anos, foi assassinado pelo próprio pai, Alexandre Franco, 37 anos, na véspera de Natal, 23/12/2010. Alexandre ficou foragido por 5 dias e se entregou à policia no departamento de proteção a pessoa, no dia 28/12/2010.

Segundo relatos de familiares da vítima, o motivo do crime foi o rompimento do casamento com a mãe da criança, Maria do Carmo Maciel, 31 anos, há aproximadamente dois anos.

Alexandre sequestrou Nicollas na quinta-feira(23/12/2010), por volta das 21h e na sequência ligou inúmeras vezes para a mãe do garoto.

O pai da criança dizia que a ex-mulher nunca mais veria o filho. Por volta da meia-noite do mesmo dia, ele ligou para Maria afirmando que a criança já estava morta.

 

O tio da vítima, Henrique Carvalho, 20 anos, disse que Alecandre ameaçou diversas vezes a mãe e o próprio garoto, afirmando que só os deixaria em paz caso o relacionamento fosse reatado.

Carvalho disse que Franco é dependente químico e que há um ano ele já havia sequestrado o garoto, mas que após dois dias entregou a criança.

“Rezamos para que o pior não tivesse acontecido. Nós procuramos pelo Nicollas todos esses dias. Agora queremos justiça. Que o culpado seja preso”, disse ele.

 

Só para sentir o gosto da vingança foi que ele planejou a morte do filho que o amava. Nicolas Maciel Franco, de apenas 6 anos, vivia dizendo que amava o pai, o qual é viciado em craque e foi deixado pela esposa porque ela se recusou a sustentar o seu vicio e a reatar o casamento, 

 

O último contato telefônico do Alexandre foi realizado na sexta-feira. A ligação foi rastreada e identificada como originária de São Vicente, no litoral paulista. O caso está sendo conduzido pelo 13º Distrito Policial, na região da Casa Verde, em São Paulo, onde o boletim de ocorrência foi registrado.

 

O corpo de Nicollas Maciel Franco foi visto boiando no rio, entre as pontes da Casa Verde e a dos Bandeirantes, no sentido Lapa, por uma pessoa que ligou para os bombeiros. O garoto vestia camiseta azul e bermuda quando foi localizado. 

 

Em 27/12/2010, a mãe da criança, já tinha identificado o corpo como sendo de Nicollas Maciel Franco devido a uma pinta no rosto e alguns objetos pessoais, como uma corrente do personagem Ben 10. O corpo, que já estava em estado avançado de putrefação, foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) e passou por exame necroscópico.

A causa da morte foi apontada como estrangulamento, segundo o Instituto Médico Legal de São Paulo (IML). Também foram identificadas lesões pelo corpo, dedos das mãos e dentes quebrados.

 

O pai do garoto, Alexandre Franco, se entregou a polícia na manhã de 28/12/2010, na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

 

Segundo a polícia, Alexandre Franco, de 38 anos, cometeu o crime para se vingar da mulher, Maria do Carmo. - A mulher disse que ele não aceitava a separação. No dia 23, ele foi até a casa da avó, pegou a criança, saiu e soltou a sua mão no corrimão da ponte da Vila Maria, Zona Norte, e o garoto caiu no Rio Tietê. A intenção dele era matar -, conta o delegado titular do 13º DP (Casa Verde), José Antonio Ayres de Araújo.

 

O corpo do menino Nicollas Maciel Franco foi enterrado no cemitério Vila Rios, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o IML (Instituto Médico Legal), Nicollas não foi velado devido a deformações. 

 

A missa de 7º dia do pequeno Nicollas Maciel Franco será realizada no dia 08/01/2011 às 18h na igreja Nossa Senhora de Loreto, na Avenida N S Loreto, 913 - Vila Medeiros São Paulo.

 

A primeira audiência do caso Nicollas aconteceu no dia 27/07/2011 às 15:45h no fórum de Santana, em São Paulo-SP

 

O julgamento de Alexandre Franco, de 38 anos, acusado de assassinar o próprio filho, o pequeno Nicollas Maciel Franco foi realizado no dia 14 de março de 2012 às 13h30 no 2º Tribunal do Júri do fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

Durante o julgamento de Franco, o promotor André Luiz Bogado Cunha apresentou aos jurados diversos desenhos feitos por Nicollas na escola e que demonstram como a criança admirava o pai. Em um desses desenhos, Nicollas tratou o pai como seu herói.

 

O desempregado Alexandre Franco foi condenado na noite de quarta-feira (14) a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pela morte do filho, de 6 anos, ocorrida em 2010. A sentença foi lida por volta das 21h10 pelo juiz Alexandre Andreta dos Santos, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

O juiz considerou que o homicídio causou trauma à ex-mulher de Franco, Maria do Carmo Maciel, e à família dela. "O fato de ser crime contra uma criança aumenta a pena em um terço, e como a vítima era filho do acusado, o crescimento da pena é de mais um sexto", disse o magistrado ao ler a sentença.

 

Segundo o Ministério Público, o desempregado jogou o menino Nicollas Maciel Franco no Rio Tietê, na noite de 23 de dezembro de 2010. O condenado nega e diz que a criança caiu acidentalmente da Ponte da Vila Maria. O pai, porém, não mergulhou atrás da criança nem pediu ajuda. O corpo do menino foi encontrado dias depois, boiando no rio, na região da Casa Verde.

 

Para o promotor André Luiz Bogado Cunha, a sentença foi satisfatória e os quatro votos do júri que foram lidos eram favoráveis à acusação. "O que nós esperávamos era isso, que houvesse condenação e dentro da lei, o máximo possível de pena. Foi o que foi feito, eu acredito que tenha sido feita a Justiça", disse ele.

A defesa diz que vai recorrer da decisão, por entender que a pena foi muito alta. "A sentença foi injusta, porque nos autos havia provas de que ele [Franco] agiu com culpa, e não com dolo [intenção de matar]", diz o advogado do desempregado, Osvaldo Correa Vieira. Para ele, ficou demonstrado que Franco "foi um bom pai" e que a morte "foi uma fatalidade". "Ele estava passando na ponte com o filho e no caminho o menino caiu", ressalta.

                                                                                                   Web Design: Elizabeth Metynoski *Todos os Direitos Reservados*