Paulo Roberto Rosal Filho

Paulinho tinha 24 anos e cursava o ultimo ano da faculdade de direito, jovem bonito, inteligente, que levava a sério os valores humanitários, de conduta e companheirismo. Muito dedicado à família.. Como estudante era muito dedicado, fez vários estágios inclusive na própria faculdade estando prestes a apresentar a monografia final do curso, para isso passava muitas horas na biblioteca, até nos finais de semana. Queria seguir carreira de Delegado da Polícia Federal, por isso dedicava-se ainda mais aos estudos, seria necessário prestar concurso público. Amava os esportes em geral e os hábitos saudáveis, foi capitão de seu time de futebol, treinava Jiu-Jitsu - o local onde treinava jiu-jitsu recebeu o seu nome: “Espaço Paulo Roberto Rosal Filho”. 

 

Foi vítima de assassinado na saída do show de pagode em Brasília, em 13/01/2007. Relatos afirmam que Paulo Roberto Rosal Filho estava acompanhado da namorada e de amigos quando foi abordado por Bruno da Silva Farias ao sair do show que atirou duas vezes, a primeira falhou e a segunda acertou o rosto de Paulo Roberto Rosal Filho, que morreu no local.

Os amigos que acompanhavam Paulo Roberto no momento do crime contam que não houve briga: “Não teve discussão nem bate-boca nenhum. Foi só a troca de olhar. O rapaz chamou, ele atendeu e já levou um tiro”. Bem como relatam que houve demora da chegada ambulância ao atendimento de Paulo Roberto Rosal Filho: “Demorou em torno de uma hora e vinte minutos para a ambulância do Samu chegar. Quando o socorro chegou, já era tarde demais”.

Bruno foi preso e condena juntamente com outros três jovens por matar o estudante Paulo Roberto Rosal Filho.

No depoimento, Bruno explicou que atirou em Paulo Roberto por defesa. Segundo ele, quando chegou ao local do show, dois amigos dePaulo Roberto provocaram  Joel de Araújo Costa, 18 anos. “Eu vi que havia uma discussão e disse para o Joel de Araújo Costa, 24 anos, deixar isso para lá. Eu vi que os rapazes iam chamar alguém para brigar. Daí, fui até o carro e peguei uma arma que havia escondido embaixo do banco”, conta o acusado. Bruno diz que sacou o revólver e atirou em Paulo Roberto Rosal Filho, que estava mais à frente dos outros amigos.

Bruno afirmou que não conhecia Paulo Roberto Rosal Filho. “Não foi um crime pensado, aconteceu na hora”, disse. Bruno explicou que a arma foi comprada por R$ 400 de um homem na Vila Planalto. Pela primeira vez, o acusado contou em público onde jogou o revólver. Segundo ele, depois do crime, fugiu de táxi para o Paranoá. “Joguei a arma na pista da ponte próxima à Barragem do Lago, chegando ao Paranoá”, explica.

O julgamento pelo assassinado de Paulo Roberto Rosal Filho aconteceu no em 27/03/2008 ficando os réus Bruno Silva Farias condenado à pena de 18 anos de prisão em regime fechado, e os irmãos Jéferson de Araújo Costa e Joel de Araújo Costa condenados a pena de 12 e 13 anos, respectivamente, em regime também fechado. O outro acusado, Arikson Ramos de Lima, foi julgado em fevereiro de 2008 e condenado a 17 anos e seis meses de reclusão.

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