Raquel Maria Lobo de O. Genofre

Desaparecida desde o fim da tarde de segunda feira, dia 03/11/08, quando saiu do Instituto de Educação Erasmo Piloto, no centro de Curitiba, onde cursava a 4ª série, para tomar o ônibus na praça Rui Barbosa, a estudante foi encontrada morta, por volta de 2h da madrugada, dentro de uma mala abandonada na rodoferroviária da capital paranaense. Ouve violência sexual e morte por asfixia. A menina ia e voltava da escola sozinha todos os dias, pois morava no bairro Vila Guaíra com a mãe e os avós.

Na segunda-feira (03/11/08) Raquel saiu da escola por volta das 17h30 para pegar o ônibus, como fazia normalmente. Ela percorria um trecho de cerca de 100 metros até a praça Rui Barbosa, onde fica o ponto do ônibus. No dia 04/11/08, a mãe, fez um boletim de ocorrência no Serviço de Investigação de Crianças Desaparecida e foi à praça Rui Barbosa onde deu entrevistas a alguns canais de televisão que têm programas ao vivo naquele local, falando sobre o desaparecimento da filha. A mãe disse que havia um ano a menina passara a ir para a escola sozinha, de ônibus. Na segunda-feira (3), ela começou a se preocupar tão logo chegou em casa, às 19h15 e não a encontrou. 

O corpo foi encontrado por um artesão, que veio do interior do Estado para Curitiba e, sem ter onde ficar, acabou levando a família para dormir embaixo de uma escada da rodoferroviária. Como a mala, que tem o formato de um saco, estava atrapalhando, ele tentou tirá-la, mas era muito pesada. Sentindo uma coisa estranha a respeito da mala, chamou a guarda. Os fiscais decidiram abrir a mala e se depararam com o corpo. 

Algumas pistas foram encontradas no corpo: estava seminu, coberto com um lençol verde que tinha uma logomarca, envolto em sacolas plásticas. A que encobria a cabeça tinha o nome de um supermercado do bairro Xaxim em Curitiba. Foi colhido material para exames de DNA dos objetos encontrados no corpo e do próprio corpo da menina. A rodoferroviária possui sistema de câmeras apenas na parte externa, mas somente voltada para onde ficam os táxis.

http://www.youtube.com/watch?v=GtXZnWd1FOg&feature=player_embedded#!

 

http://www.youtube.com/watch?v=zQBtTewDZqo&feature=related

 

http://www.youtube.com/watch?v=ljXjKSshtb0&feature=related

 

http://rachellobogenofre.blogspot.com/

 

O crime ficou sem solução desde 05/11/2008 até que no mês de setembro de 2019. Quando graças ao Banco de DNA implantado nacionalmente de condenados julgados, foi descoberto 100% de compatibilidade com o DNA encontrado no corpo da menina e um detento que estava cumprindo pena em Santa Catarina por roubo, estelionato e falsidade ideológica, condenado a 22 anos de prisão.

O assassino na época do crime morava na rua Alferes Poli, centro de Curitiba, rua que a menina passava todos os dias e trabalhava como porteiro em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Transferido para Curitiba, o assassino confessou o crime e contou que atraiu a menina se dizendo produtor de programa de TV e convidando a menina a ir com ele assinar uma autorização para participar de um programa infantil, na sua ingenuidade, Raquel o acompanhou. Mas ao perceber que havia algo errado a menina começou a gritar, ele a matou para que os gritos não fossem ouvidos e a estuprou. O assassino tinha uma ficha criminal muito extensa quando finalmente foi capturado em Santa Catarina.

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/09/19/suspeito-de-matar-rachel-onofre-e-identificado-quase-11-anos-depois-do-crime.ghtml

https://www.tribunapr.com.br/noticias/seguranca/em-interrogatorio-preso-confessa-que-matou-rachel-genofre/

https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/assassino-confessa-morte-rachel-genofre/

 

                                                                                                   Web Design: Elizabeth Metynoski *Todos os Direitos Reservados*