NÚMEROS DA VIOLÊNCIA    

 

No último senso do IBGE o Brasil contava com uma população 34,6 milhões de jovens na faixa de 15 a 24 anos de idade, o que representa 18,3% da população total brasileira. A taxa de mortalidade da população brasileira é de 568 em 100 mil neste último senso. Já a taxa de mortalidade juvenil manteve-se no mesmo patamar por anos, 128 por 100mil em 1998 e 133 por 100mil em 2004, mas o que mudou foram às características desta mortalidade, nos últimos anos, e mudou radicalmente a partir do que se pode denominar de: “novos padrões da mortalidade juvenil”. Antes as epidemias e as doenças infecciosas eram a principal causa desta mortalidade a cinco ou dez décadas, mas isso foi sendo substituído pelo que se pode chamar de “causas externas”. Os acidentes de transito e homicídios são as principais causas atuais.

Em 1980 as “causas externas” já eram responsáveis por 52,9% do total de mortes de jovens em nosso país. Este número pulou para 72,1% no último senso, o que representa ¾ dos óbitos entre jovens.

Se considerarmos a população jovem dividida em dois grupos: de 15 a 24 anos e de 0 a 14 anos, somente 9,6% das mortes de 0 a 14 anos são por fatores externos enquanto 72,1% dos de 15 a 24 anos são por fatores externos.

Em 1994 o número de homicídios registrados pelo SIM, foi de 32603, já em 2004 pulou para 48.374, um incremento de 48,4%.  

Se formos considerar os homicídios por região, os números surpreendem, uma vez que São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram uma taxa mais ou menos parecida nos últimos anos (devido à desaceleração do crescimento), a Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) apresenta uma taxa incômoda de 84,4%, as regiões centro-oeste / nordeste e norte apresentam uma taxa de 70%, destaca-se Minas Gerais com um severo incremento de 287%, a maior do país.

Nas capitais a média de homicídios na população geral foi de 38,4% , o índice de homicídios entre jovens foi de 42,8% do total do país. Das capitais as da região sudoeste tiveram o maior crescimento, mais que duplicando o número de homicídios, com uma taxa de 133,3%, já a região norte teve o menor índice de crescimento, com uma taxa de 34,1%. Algumas capitais como Florianópolis e Cuiabá que tinham os menores índices por volta de 1994, tiveram um incremento vertiginoso. Multiplicaram mais de sete vezes em termos absolutos, fenômeno que se repete em Palmas e Belo Horizonte onde multiplicaram cinco vezes seu número total de homicídios.    

 

 

Dos estudos recentes podemos tirar as seguintes conclusões:

 

As taxas das capitais são bem maiores que as taxas das UF (a taxa nacional) no ano de 2004 foi de 27 homicídios por 100mil habitantes, enquanto a taxa das capitais foi de 42,4. 

- A taxa de homicídios juvenis das capitais (89% por 100mil jovens) é mais que o dobro da taxa de homicídios da população em geral (42,4% por 100mil habitantes).

Dentre as capitais: Recife, Vitória, Porto Velho, Belo Horizonte e Maceió apresentam as maiores taxas de homicídios.  

Também dentre as capitais, cidades consideradas como tranqüilas dez anos antes, como as do sul: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre iniciaram uma forte escalada no ranking da violência homicida.          

Entre os jovens, o crescimento da taxa de homicídios nas regiões metropolitanas foi inferior à média nacional juvenil, o total de homicídios juvenis nas regiões metropolitanas cresceu 46,33%, no país esse incremento foi de 64,22%.  

Vemos também que o crescimento das vítimas juvenis na década (664,22%) foi bem superior o crescimento dos totais metropolitanos: 1,4%. 

No ano de 2004, registrou-se, nas dez regiões metropolitanas, uma significativa queda de 7,5% no número de homicídios em relação a 2003, superior à média nacional, que foi de 5,2%. Nesse campo, por seu significativo decréscimo, destaca-se a região metropolitana de São Paulo – com queda de 22,55%. Mas em sete das regiões metropolitanas aconteceu um aumento no número de homicídios, destacando-se as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, com um crescimento de 15,44%, e Curitiba com 1,2% e aumento.    

Um fato relevante é a estrutura etária dos óbitos por homicídio. Em primeiro lugar, registram-se marcadas diferenças no número de óbitos por homicídio no ciclo de vida da população. Até os 12 anos de idade, apresentam baixo número de casos de morte por homicídio: nem chegam, como no caso dos 12 anos de idade, a 60 vítimas em 2004, com uma média de 28,6 casos anuais por idade simples. A partir dos 13 anos, o número de vítimas de homicídio vai crescendo rapidamente até atingir o pico de 2.278 vítimas na idade de 22 anos. A partir desse ponto, o número de homicídios vai caindo gradativamente.

- As taxas de homicídios (100 mil) estabelecidas para as diversas idades simples e faixas etárias confirmam essas evidências e alguns outros fatos significativos. 

É na faixa “jovem”, dos 15 aos 24 anos, que os homicídios atingem sua maior expressividade, principalmente na dos 20 aos 24 anos de idade, com taxas em torno de 65 homicídios por 100 mil jovens. 

Mas é na faixa da menoridade legal, dos 14 aos 17 anos, que os homicídios vêm crescendo em um ritmo assustador, com pico nos 14 anos, quando os homicídios, as décadas 1994/2004, cresceram 63,1%. 

Pelos dados contidos no SIM articulados com os totais de população por raça/cor da IBGE, foi possível verificar que se considerarmos: brancos, negros e pardos que representam 99,5% da população brasileira, chega-se à conclusão de que:

- A taxa de homicídio da população negra é bem superior à da população branca. Se na população branca a taxa em 2004 foi de 18,33 homicídios em 100 mil brancos, na população negra é de 31,7 em 100 mil. Isso significa que a população negra teve 73,11% mais vítimas de homicídio que a população branca.

Somente nos estados do Acre, Tocantins e Paraná foram registrados em 2004, maior proporção de vítimas brancas. Nos outros estados prevalece a vitimização de negros. Em alguns casos, como o da Paraíba ou o de Alagoas, a situação é muito séria, ultrapassando a casa de 700% de vitimização negra. Isso significa que, proporcionalmente ao tamanho dos grupos, esses estados exibem acima de oito vítimas negras por cada vítima branca.

Se no conjunto da população a vitimização de negros já é severa, entre os jovens o problema agrava-se ainda mais: os índices de vitimização elevam-se para 85,33%. Isto é, a taxa de homicídios dos jovens negros (664,77 em 100 mil) é 85,33% superior taxa dos jovens brancos (334,99 em 100 mil). 

Diversos estudos, tanto nacionais quanto internacionais já alertaram que as mortes por homicídio, inclusive entre os jovens, são ocorrências notadamente masculinas. Os dados disponibilizados pelo SIM permitem confirmar esse fato. Só 7,9% das vítimas dos homicídios acontecidos no país durante o ano de 2004 pertencem ao sexo feminino. Entre os jovens, essa proporção é ainda menor: 6,3%. E essas proporções têm e mantendo constantes nos últimos anos.

Os extremos são de Rondônia, onde 94,11% das vítimas de homicídios pertencem ao sexo masculino e Santa Catarina com 87,33%. Entre os jovens, a dispersão é levemente maior. Em um extremo, Rio Grande do Norte, com 95,77% de vítimas do sexo masculino no outro, Mato Grosso, com 6,9% e vitimas homens.

Isso origina a existência de taxas de homicídios enormemente díspares entre ambos os sexos, o que está gerando um forte desequilíbrio demográfico na distribuição por sexos da população, principalmente a partir dos 20 anos de idade.

Se considerarmos a sazonalidade dos homicídios, veremos que o maior número de óbitos por homicídio é registrado durante os sábados e os domingos. Temos que, para a população total, a média diária de homicídios foi de 132,2. Isto é: em cada um dos 366 dias do ano de 2004 aconteceram 132,2 homicídios. Mas em cada um dos primeiros cinco dias da semana foi registrada uma média que vai de 104,55 homicídios cada terça até 122,6 na segunda; nos sábados e domingos essa média eleva-se para 167, 6. Com isso, a média dos dias úteis foi de 111,6 homicídios, mas a média do final de semana é de 184. Entre os jovens a concentração é ainda superior. A cada dia de 2004 morreram, em média, 50,88 jovens. Durante a semana, 42,33. No final de semana, em média, 72,22 homicídios. Considerando esses valores, temos que, nos finais de semana, registra-se um aumento de 64,88% nos homicídios na população total. Entre os jovens esse aumento é ainda maior: 70,7%. Mas se consideramos que no conceito “final de semana” deveríamos incluir também a noite da sexta feira e a madrugada do domingo para segunda, como os registros não permitem esse nível de diferenciação, podemos comparar os dados do sábado e do domingo com os dias da semana não imediatos a eles: as terças, as quartas e as quintas. Dessa forma, nos finais de semana, os homicídios aumentam 73,77% na população total 79,8% na população jovem. 

Se formos considerar as taxas de homicídios mundiais, o Brasil com sua taxa global de homicídios em 27 por 100 mil e a taxa de homicídio entre jovens de 51,7 por 100 mil, em 2004, está em 3º lugar no ranking dos 84 países analisados pelo Whosis/OMS. As taxas de homicídio no Brasil são 30 ou 40 vezes superiores às taxas de países como Inglaterra, França, Alemanha, Áustria, Japão ou Egito. Entre a população juvenil os índices brasileiros são 100 vezes superiores a Áustria, Japão, Egito ou Luxemburgo.

 

 

Atualização dos Números da Violência - 24/09/13

 

Brasil tem 67 cidades com índice de homicídio maior que o Iraque, diz estudo. Com taxa acima de 65 mortes/100 mil moradores, 3 capitais estão no ranking de mais violentos. *14 de dezembro de 2011 | 17h 45 fonte - estadão.com.br

SÃO PAULO - A cidade baiana de Simões Filho, com 116 mil habitantes, foi o município brasileiro mais violento entre 2008 e 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari em 14/03/12. Nesse período, a cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador registrou 146,4 assassinatos por 100 mil habitantes.

O segundo lugar é Campina Grande do Sul, no Paraná, com 130 homicídios por 100 mil habitantes no período. Outra cidade baiana, a turística Porto Seguro, encontra-se entre as cinco mais violentas do Brasil, com 108 assassinatos por 100 mil habitantes.

O levantamento mostra que, na média, 67 cidades brasileiras ficaram com o índice de homicídios acima do registrado no Iraque no período de guerra. O país do Oriente Médio teve um índice de 64,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Três capitais estão na listagem de mais violentos do que o país em conflito: Maceió (9.º), Recife (43.º) e Vitória (em 52.º).


De acordo com o pesquisador da Sangari, Julio Jacobo Waisefisz, o cenário da violência tem se descentralizado e aumentado no interior dos Estados. "(Houve) o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país", disse à BBC Brasil.
 

Brasil contabiliza 1 milhão de homicídios em 30 anos, aponta Mapa da Violência. Segundo levantamento, média anual supera a de mortes violentas em guerras internacionais. *Fonte: 14 de dezembro de 2011 | 13h 21 o estadão.com.br

 

SÃO PAULO - Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari.

 

O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".

Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.

A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito). "O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil.

"Segundo essas mesmas estatísticas (feitas a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde), ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários, número bem superior ao de um massacre do Carandiru por dia", diz o estudo, em referência à morte de 111 presos no centro de detenção do Carandiru (SP), em 1992.

Brasil 3º lugar em Homicídios na América Latina 

 

O relatório revela ainda que, na contramão da maioria dos países da Ásia, Europa e América do Norte, que desde 1995 vêm registrando uma redução nas taxas de homicídio, a América Central e o Caribe têm verificado um aumento nesses índices e hoje se aproximam de um cenário considerado de "crise" pela agência.

Nos últimos cinco anos as taxas de homicídios cresceram em cinco dos oito países centro-americanos, sendo que em algumas nações elas mais do que dobraram. O relatório atribui o aumento a flutuações no tráfico de cocaína na região e à competição entre grupos rivais de traficantes, particularmente quando há queda no fluxo de drogas.

"Para impor sua autoridade, marcar território ou desafiar autoridades, grupos criminosos organizados também usam violência letal indiscriminada que pode não ser atribuída diretamente ao tráfico de drogas, mas resultou, nos últimos anos, no assassinato de numerosos representantes do Estado, funcionários eleitos e agentes de segurança, assim como membros gerais do público", diz a agência.


Conflitos armados


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Morrem mais pessoas no Brasil por ano que nas Guerras Declaradas.

São Paulo e Rio de Janeiro

O estudo da ONU afirma ainda que as diferentes tendências nas taxas de homicídio nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo mostram que as políticas de prevenção de crime adotadas por governos locais podem ter impacto considerável nos índices de criminalidade.

O estudo compara a evolução nos índices de homicídios nas duas cidades desde 2001. À época, São Paulo tinha uma taxa de homicídios próxima de 120 por 100 mil habitantes, superior à do Rio, de cerca de 105 por 100 mil habitantes.

Em 2009, no entanto, São Paulo conseguiu reduzir sua taxa para 40 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto no Rio o índice permanecia próximo de 100 mortes por 100 mil.

“As tendências muito diferentes nos índices de homicídio em São Paulo e no Rio de Janeiro mostram que as políticas de prevenção desses crimes podem fazer uma verdadeira diferença a nível local”, afirma o estudo.

O relatório, que compila dados de homicídio em 207 países, diz que, na primeira década deste século, o Brasil implantou leis que dificultam o acesso a armas de fogo e promoveu campanhas de desarmamento.

"Em nível nacional, essas medidas provavelmente contribuíram para a ligeira queda em taxas de homicídio após 2004, mas o impacto foi consideravelmente mais forte em São Paulo, onde a aplicação dessas medidas foi especialmente eficiente também devido a esforços pré-existentes para combater crimes violentos através de novos métodos de policiamento".

Apesar da tendência de baixa na última década, os índices de homicídios dolosos (com intenção de matar) em São Paulo subiram 23,8% em agosto deste ano em comparação com o mesmo mês de 2010, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foi o segundo mês consecutivo de aumento nos casos de homicídios na cidade em relação ao mesmo mês do ano anterior.


Disparidades regionais

O relatório afirma ainda que, assim como em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Peru, o Brasil apresenta grandes diferenças regionais em seus índices de homicídios.

Um mapa do continente americano com divisões por estados revela que, enquanto em Alagoas a taxa de homicídios é superior a 60 por 100 mil habitantes (a mais alta do país e equivalente à dos estados mais violentos do México), em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Roraima, ela está entre 5 e 14,9 homicídios por 100 mil — dado comparável aos índices de quase todos os Estados do sul dos EUA.

De acordo com o estudo, grandes cidades tendem a favorecer a ocorrência de crimes violentos, especialmente quando sofrem com desigualdade, segregação e pobreza.

"Avanços em condições sociais e econômicas estão ligados à redução de crimes violentos. A agenda de desenvolvimento deve incluir políticas de prevenção e o fortalecimento da aplicação da lei tanto em nível nacional quanto internacional", conclui o relatório.

Fonte: Uol Notícias


 

Evolução Geral de Homicídios

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

No histórico de 30 anos que atualmente disponibiliza o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, podemos ver que o Brasil passou de 13.910 homicídios em 1980 para 49.932 em 2010, um aumento de 259% equivalente a 4,4% de crescimento ao ano. Passamos de 11,7 homicídios em 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Um aumento real de 124% no período ou 2,7% ao ano. 


- Se analisarmos o período de 2002 a 2010 por grupos raciais o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 13.668, o que representa uma queda da ordem de 27,5% e entre os negros o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.952 para 33.264, equivalente a um crescimento de 23,4%. 

- Em 2010 pelos últimos dados disponíveis dos 49.932 homicídios registrados pelo SIM, 45.617 pertenciam ao sexo masculino (91,4%) e 4.273 ao feminino (8,6%).
- As taxas mais elevadas concentram-se na faixa dos 15 aos 24 anos se estendendo, de forma também intensa, até os 29 anos. Em 2010, quase 3/4 da mortalidade juvenil – 73,2% – deve-se a causas externas (ou também, causas violentas, como costumam ser denominadas). E o principal responsável por essas taxas são os homicídios, os quais foram responsáveis por 38,6% de todas as mortes de jovens neste ano. Se formos analisar os últimos 30 anos, veremos que os índices de mortes entre a população jovem pulou de 17,2 para 50,4 por 100 mil, demonstrando que ouve uma verdadeira "explosão" de violência entre a população jovem brasileira. 

 

 

Fontes:

SIM – Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde.

OMS – Organização Mundial da Saúde.  

Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

"Mapa da Violência 2011 - Jovens do Brasil" -autor: sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz.

"Mapa da Violência 2012 - autor: sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz.

"MAPA DA VIOLÊNCIA 2013 Mortes Matadas por Armas de Fogo - Autor:Julio Jacobo Waiselfisz

"MAPA DA VIOLÊNCIA 2013 Homicídios e Juventude no Brasil - Autor: Julio Jacobo Waiselfisz

Instituto Sangari - Mapa da Violência

 

Comentário: Já existe pena de morte no Brasil e esta aplicada aos inúmeros cidadãos de bem, gente inocente que diariamente trabalha, dá duro para sustentar suas famílias, que paga impostos, tarifas e tributos a um governo que não garante o mínimo direito garantido pela Constituição brasileira a estes, que é o direito de ir e vir em segurança e o direito a VIDA. E ainda, este governo abranda as Leis, como exemplo a Lei 12.403 - que nós "carinhosamente" apelidamos de "Lei da Impunidade", lei esta que estava tramitando a uns bons anos em Brasília e resolveram aprovar para resolver o problema da super população presidiária, porque sai bem mais barato pro Governo esvaziar os presídios do que construir novos. Para a ONU a taxa de homicídios aceitável 10 por um grupo de 100 mil habitantes, abaixo deste índice se encontram muitos países, como Canadá, Estados Unidos e boa parte dos países da Europa e Ásia. A ONU associa a violência ao narcotráfico e as 
disparidades do desenvolvimento econômico. No Brasil junta-se o narcotráfico, com o crime organizado, com os menores infratores para os quais existem vários mecanismos de impunidade, as leis brandas que soltam ou aliás agora nem prender prendem mais os maiores criminosos e isso tudo virou uma grande epidemia que esta longe de ser solucionada. O que o cidadão de bem pode fazer? Rezar para que ele ou um ente querido seu não seja a próxima vítima? A meu ver o cidadão de bem tem que começar a "Gritar" e "Exigir" que seus direitos mínimos sejam respeitados ou aceitar pacificamente a "Pena de Morte" para sí e para os seus.


Elizabeth Metynoski

 

                                                     

 

                                                                                                   Web Design: Elizabeth Metynoski *Todos os Direitos Reservados*